segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Atividade 01: Ação 03 / Avaliação da Experiência


Universidade Federal de Santa Catarina
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Cursista: Tarsis Flôr
Escola de Educação Básica Alfredo Zimmermann
Tutora Plac: Sandra Carolina Portela

Atividade 01: Ação 03 / Avaliação da Experiência

A atividade de avaliar é algo muito complexo, mas basicamente deve ser encarada como formativa, que aferi e possibilita mudanças ao longo dos processos. Desta forma, a avaliação se deu ao longo do projeto, fornecendo os subsídios necessários para localizar as dificuldades e potenciais a serem melhorados e, assim, orientar e refletir sobre os objetivos.

Avaliar é basicamente diagnosticar e decidir, isto é, colher dados relevantes e, a partir deles, tomar decisões. Como ponto de partida, é fundamental a disposição para colher o educando com suas potencialidades e limitações e abrir espaço para a criatividade e o protagonismo. Não há finalidade para a avaliação se não for a de subsidiar todas as ações educativas. Nesse sentido, ela inicia junto com o planejamento pedagógico, está legitimada nesse planejamento e acompanha todo o processo até o final do ano escolar (MÖDINGER et al., 2012, p. 144).


1. OS AVANÇOS ALCANÇADOS DIANTE DA SUA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO.

Enquanto humanos, interagindo e inferindo em suas relações com o mundo, foi importante observar como, na sua grande maioria, os educandos refletindo criticamente, em busca de informações, politizando-se. Em entrevista com os estudantes, ficou claro que os principais objetivos foram alcançados, consciência crítica sobre suas realidades, compreender que a Arte pode ser utilizada como ferramenta política nas mais diversas situações.

Um outro avanço importante, é o uso de mídias audiovisuais como auxiliadoras no processo de ensino aprendizagem, porém, a linguagem dos arquivos devem ser atuais, dentro do contexto dos educandos. Caso contrário, não servem, pois, os educandos se dispersam com facilidade.

A utilização do laboratório de informática e ferramentas de produtividade na construção das produções contribuíram de maneira excepcional, vários educandos apresentaram um comprometimento acima da média.

2. OS DESAFIOS ENFRENTADOS NA REALIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO.

O maior e principal desafio, acredito que seja o de muitos outros educadores, nas mais diversas áreas do ensino, é o de estimular os educandos a participarem das atividades. Faltando a colaboração, dedicação e interesse por parte de alguns alunos.

Justifica-se parte da minha frustração e de alguns educandos, na fala da maioria dos mesmos: o desafio de pensar. Expuseram que o maior desafio do projeto foi o de pensar o tema unindo-o com o humor, e sim isto não é fácil. Por isso, exige muita persistência, pesquisa de conteúdo e exemplos, e a chamada pró-atividade por parte dos educandos.

Em entrevista à UOL Educação, o cientista cognitivo americano Daniel T. Willingham, afirma:

A verdade é que as pessoas gostam de pensar, mas desde que o pensamento seja bem-sucedido. Isto é, desde que se consiga resolver o problema em questão. É por isso que tanta gente gosta de palavras-cruzadas. Mas o jogo não pode ser fácil demais nem impossível para você. Na sala de aula, misturamos crianças com diferentes níveis de aprendizado, o que pode deixar algumas delas entediadas ou frustradas.
Nesta linha, vê-se o papel fundamental do professor durante o percurso, em tomar para si o problema, procurando orientar estes alunos, para que colaborassem com o projeto, muitas vezes nem participando diretamente com ideias ou opiniões próprias, mas auxiliando os colegas em suas produções e, ainda outros, diante da falta de criatividade e tempo, resolveram tomar para si exemplos criando releituras.

3. AS ALTERNATIVAS QUE VOCÊ JULGA PERTINENTES E DE POSSÍVEL IMPLEMENTAÇÃO, DE MODO A APERFEIÇOAR A INTEGRAÇÃO DAS TDIC ÀS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS, A PARTIR DA REFLEXÃO ACERCA DA EXPERIÊNCIA REALIZADA.

Diante te tal projeto, e como professor, tenho por lema refletir sobre a transformação que a educação pode trazer para a vida de um indivíduo. E o desafio, do professor da atualidade, é justamente fazer com que o aluno saiba qual é o significado da escola na vida dele.

Outro aspecto importante a ser trabalhado é em relação as babás virtuais. Pais e comunidade, em geral, acreditam que seus filhos estão educados digitalmente, porém os educandos não conseguem utilizar as ferramentas de produção básicas digitais, como, por exemplo, um editor de texto, ou até mesmo, salvar um arquivo.

É necessário que o currículo englobe estes desafios, que os planejamentos sejam repensados. Que a construção coletiva é valida quando se tem um significado em potencial, que faça parte do contexto do educando. E que todos estejam preparados com as dificuldades da preguiça do pensar, em que pensar em um mundo cheio de respostas imediatas, muitas vezes, não faz sentido para este educando, e que o mesmo espera um exemplo para copiar.

O material físico não é mais importante que o material cefálico.

REFERÊNCIAS

MÖDINGER, C. R. et al. Artes visuais, dança, música e teatro: práticas pedagógicas e colaborações docentes. Erechim: Edelbra, 2012.

Uol Educação. Especialista explica por que os alunos não gostam da escola. Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/04/19/especialista-explica-por-que-os-alunos-nao-gostam-da-escola.htm>. Acesso em: 29 de novembro de 2015.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

PROJETO INFERÊNCIAS DO HUMOR - Professor Tarsis Flôr

PROJETO INFERÊNCIAS DO HUMOR – COMO ESTÁ SENDO REALIZADO
Professor Tarsis Flôr

         Este projeto está sendo realizado na Escola de Educação Básica Alfredo Zimmermann, em especial, em parceria com os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, atrelado as disciplinas de Língua Portuguesa, com potencial em ser trabalhado em gêneros textuais, linguagem verbal e não verbal; e em História explorando as charges e ou cartuns para compreender e interpretar fatos históricos. Também podendo ser articulado com outras disciplinas como Geografia e Sociologia.
         O projeto foi desenvolvido em quatro etapas:
1.    Primeiro a introdução ao assunto com leituras de imagens e vídeos alusivas à Charge, Tirinhas e Cartuns, após uma pesquisa sobre as diferenças entre cada um.
a)    Leitura audiovisual de trechos do documentário: “Malditos Cartunistas”. Disponível em:
b)    Leitura audiovisual do vídeo: “Universo Uno | Charges e cartuns, informação através do humor”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-Ec7aWUoZ80

c)    Leitura audiovisual do vídeo: “Charge, cartum e caricatura – Edição Extra”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vV4CrATsYto


a)    Leitura de texto e reflexão sobre as seguintes questões: O que é: Charge, Cartum e Tirinha? Diferencie-os. / Você costuma ler charges, cartuns ou tirinhas? Onde?
1.    Em um segundo momento, os educandos deverão pesquisar uma sobre charges, tirinhas e cartuns, atuais. E, deverão escolher uma que acreditam que se relacione com algum tema atual, compartilhando com os colegas e o professor.
2.    Já no terceiro momento, os estudantes criaram sua própria charge, tirinha, ou cartum. Puderam desenvolver dentro do mesmo tema que haviam escolhido na etapa 2, porém, deveriam ter o cuidado de criar outras situações e personagens. Sendo assim, as produções contém opinião, uma visão de mundo e críticas. Os temas abordados variaram entre assuntos da unidade e comunidade escolar, política, esporte, entre outros. Os meios de produção contemplados foram os tradicionais, digitais ou mistos.





1.    No quarto momento será montada uma exposição com a produção dos estudantes em espaço físico aberto para a apreciação da comunidade escolar e público em geral no dia 04 de dezembro, além de ser montada uma galeria virtual no blog da escola e página de redes sociais.

ATIVIDADE 1 DO PLAC 3, AÇÃO 1

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC

INFERÊNCIAS DO HUMOR

Tarsis Flôr

Guaramirim - Outubro de 2015

ATIVIDADE 1 DO PLAC 3, AÇÃO 1: O QUE SERÁ REALIZADO



A cena política atual, ferve. Em meio a denúncias de corrupção, incitações diversas – discussões e decisões políticas. Estas, estão presentes na vida das pessoas em seus cotidianos.
Nos temas transversais, existe a solicitude com a formação crítica dos cidadãos. Como indivíduos interagindo e inferindo em suas relações com o mundo, é importante entenderem-se como seres políticos. E, desta forma, percebam a importância de desenvolver uma consciência crítica sobre suas realidades. 
Uma das manifestações mais comuns de crítica, protesto e reflexão sobre os acontecimentos políticos e sociais ocorrem nas difusões diárias, como nos jornais e revistas, por meio do humor, especialmente, das charges, cartuns e das tirinhas. Atualmente, também são bastante divulgadas pela internet, em formato de jornais e revistas eletrônicas e, muitas vezes, em páginas independentes dos grandes meios de comunicação.
As charges, de modo geral, apresentam comentários sobre a situação política e social, geralmente dialogando com acontecimentos da atualidade. Já o cartum, podemos dizer que é atemporal, isto é, utiliza elementos que podem ser entendidos em qualquer período e em qualquer lugar. 
O cartum se caracteriza com uma anedota gráfica em que nele podemos visualizar a presença da linguagem verbal associada à não verbal. Suas abordagens dizem respeito a situações relacionadas ao comportamento humano, mas não estão situadas no tempo, por isso são denominadas de atemporais e universais, ou seja, não fazem referência a uma personalidade em específico. […] A charge, um tanto quanto diferente do cartum, satiriza situações específicas, situadas no tempo e no espaço, razão pela qual se encontra sempre apontando para um personagem da vida pública em geral, às vezes um artista, outras vezes um político, enfim. Em se tratando da linguagem, também costuma associar linguagem verbal e não verbal. Outro aspecto para o qual devemos atentar diz respeito ao fato de a charge, expressa na língua francesa, possuir significado de “carga”, aderindo por completo à intenção do chargista, ou seja, a de que ele realmente atua de forma crítica numa situação de ordem social e política. (DUARTE, Vânia. Cartum e charge. Em: <http://www.escolakids.com/cartum-e-charge.htm>. Acesso em: 15 de outubro de 2015.)
As tirinhas costumam ter personagens constantes, que desenvolvem ações e diálogos no formato de quadrinhos em sequência.
Tiras são basicamente, desenhos onde há a apresentação de personagens em situações diversas, dispostas normalmente em número igual ou inferior a quatro quadros e dispostas, em sua maioria, horizontalmente. São vários os gêneros explorados para essa arte, como ação, aventura, mistério, espionagem, cômicos, policial, drama, heróis e super-heróis. Podem ser publicadas diariamente, semanalmente ou qualquer outra periodicidade, dependendo do veículo da qual ela está sendo publicada, como por exemplo, revistas, jornais ou internet, que neste último caso, são normalmente denominadas de webcomics. (Em: <https://www.facebook.com/Faithirinhas/posts/242585419174241>. Acesso: 15 de outubro de 2015.) 

As charges e cartuns são modos de manifestação artística extremamente sarcásticas e, ao mesmo tempo, carregada de ideologia. Na imprensa nacional, é tradição comentar temas diversos por meio do humor gráfico, entre muitos artistas destacam-se: Henfil; Millôr Fernandes; Jaguar; Ziraldo; Laerte; Angeli; Daniel Azulay; Glauco; Ota; Maurício de Souza; Miguel Paiva; Andre Dahmer; entre outros.
Assim, compreender que a Arte pode ser utilizada como ferramenta política nas mais diversas situações; perceber que os meios de comunicação veiculam ideais de indivíduos ou grupos, e que historicamente é veículo de resistência a opressão; diferenciar Charge, Cartum e Tirinha; promover a leitura, a produção e a socialização de Cartuns e Charges, são objetivos deste projeto.
Recursos considerados: uso de charges veiculadas na internet, jornais e revistas; utilização do laboratório de informática e ferramentas de produtividade (ferramentas livres como “GIMP” e “Sumo Paint”); materiais artísticos diversos; exposição e discussão das produções dos educandos com a comunidade escolar em espaços físicos e virtual. Desta forma, este projeto também tem a intenção de valorizar a produção dos educandos criando diálogos com a produção de arte de modo global.
Este projeto será direcionado a comunidade da Escola de Educação Básica Alfredo Zimmermann, em especial, aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, atrelado as disciplinas de Língua Portuguesa, com potencial em ser trabalhado em gêneros textuais, linguagem verbal e não verbal; e em História explorando as charges e ou cartuns para compreender e interpretar fatos históricos. Também pode ser articulado com outras disciplinas como Geografia e Sociologia.
O projeto será desenvolvido em quatro etapas: 
1. Primeiro a introdução ao assunto com leituras de imagens alusivas à Charge, Tirinhas e Cartuns, após uma pesquisa sobre as diferenças entre cada um. 
2. Em um segundo momento, os educandos deverão pesquisar uma sobre charges, tirinhas e cartuns, atuais. E, deverão escolher uma que acreditam que se relacione com algum tema atual, compartilhando com os colegas e o professor. 
3. Já no terceiro momento, os estudantes deverão criar sua própria charge, ou tirinha, ou cartum. Podendo desenvolver dentro do mesmo tema que havia escolhido na etapa 2, porém, deve-se ter o cuidado de criar outras situações e personagens. Sendo assim, as produções devem conter opinião, uma visão de mundo, ou algo que se pretenda criticar. Os temas podem ser assuntos da unidade e comunidade escolar. Os meios de produção podem ser os tradicionais, digitais ou mistos. 
4. No quarto momento será montada uma exposição com a produção dos estudantes em espaço físico aberto para a apreciação da comunidade escolar e público em geral, além de ser montada uma galeria virtual no blog da escola e página de redes sociais.



Referências

<http://cronicasdeprofessor.blogspot.com.br/2013/03/genero-textual-tirinha.html>. Acesso em: 15 de outubro de 2015.
DUARTE, Vânia. Cartum e charge. Em: <http://www.escolakids.com/cartum-e-charge.htm>. Acesso em: 15 de outubro de 2015.
<https://www.facebook.com/Faithirinhas/posts/242585419174241>. Acesso: 15 de outubro de 2015.
<http://www.filologia.org.br/ixcnlf/5/03.htm>. Acesso em 14 de outubro de 2015.
<https://www.sumopaint.com/home/>. Acesso: 15 de outubro de 2015.
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Charge>. Acesso: 16 de outubro de 2015.

Pesquisas.

Carregando...

Corrida de Sapinhos.

Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles. Começou a competição. A multidão dizia: - Não vão conseguir, não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo.
E a multidão continuava a aclamar: - Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir. E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranquilo, sem esforços. Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO.